— Pelo o que eu disse.
— Você não me disse nada que eu não soubesse. — E seus olhos suavizam com alívio. — Desculpe-me, eu machuquei você.
Eu dou os ombro.
— Eu pedi por isso. — E agora eu sei. Eu engulo. Aqui vai. Eu preciso dizer o que sinto. — Eu não acho que posso ser tudo o que você quer que eu seja, — eu sussurro. Seus olhos se arregalam um pouco, e ele pisca, sua expressão temerosa retornando.
— Você é tudo o que eu quero que seja.
O que?
— Eu não entendo. Eu não sou obediente, e você pode estar certo como o inferno que eu não vou deixar você fazer aquilo comigo de novo. E é isso o que você precisa, você me disse.
Ele fecha os olhos novamente, e eu posso ver uma infinidade de emoções cruzar seu rosto. Quando ele os reabre, sua expressão está desolada.
Oh não.
— Você está certa. Eu deveria deixar você ir. Eu não sou bom para você.
Meu couro cabeludo se arrepia quando cada fio de cabelo em meu corpo está atento, e meu mundo desaba, deixando um amplo abismo aberto para eu cair dentro.
Oh no.
— Eu não quero ir, — eu sussurro. Foda-se, é isso. Pagar ou jogar. As lágrimas nadam em meus olhos mais uma vez.
— Eu não quero você vá também, — ele sussurra, sua voz crua. Ele estica a mão e gentilmente acaricia meu rosto e enxuga uma lágrima caindo com o polegar.
— Eu vim para a vida desde que conheci você. — Seu polegar traça o contorno do meu lábio inferior.
— Eu também, — eu sussurro, — Eu me apaixonei por você, Christian.
Seus olhos arregalam novamente, mas dessa vez, com medo puro e indissolúvel.
— Não, — ele respira como se eu o tivesse socado e tivesse deixado-o sem ar.
Oh não.
— Você não pode me amar, Ana. Não... isso é errado. — Ele está horrorizado.
— Errado? Porque é errado?
— Bem, olhe para você. Eu não posso fazê-la feliz. — Sua voz está angustiada.
— Mas você me faz feliz. — Eu franzo a testa.
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